Existe uma dor que não aparece em exames, que não sangra na pele, mas que transforma a forma como uma mulher vive, sente e se enxerga. É a dor que escorrega para dentro da alma e se aloja em lugares secretos, às vezes tão bem escondidos que nem ela mesma consegue explicar.
Essas
marcas, quando não tratadas, se transformam em escudos invisíveis e prisões
emocionais. A mulher aprende a se defender com rigidez ou a se calar com medo.
Desenvolve ansiedade sem entender por quê. Sente culpa, medo, insegurança e
tristeza sem uma origem clara. O corpo adoece, mas a raiz está na alma.
É uma dor integral, que afeta a forma como
a mulher se move no mundo. E, mesmo amando a Deus, ela pode se sentir distante,
suja, fraca ou indigna. Isso não significa que sua fé é pequena. Significa que
a ferida ainda está aberta.
Na Bíblia,
vemos mulheres que carregavam dores profundas: Ana, estéril e humilhada; a
mulher do fluxo de sangue, rejeitada e isolada; Maria Madalena, marcada por um
passado que ninguém perdoava. Mas todas elas têm algo em comum: foram
tocadas por Deus e saíram diferentes.
Esse é o
convite que te faço agora:
Não para esconder mais uma vez a dor.
Não para fingir que está tudo bem.
Mas para deixar Deus tocar o lugar onde a dor se instalou.
Não há vergonha em ter sido ferida. A vergonha maior seria permanecer ferida quando há cura disponível. E a cura não começa fora, começa dentro, na alma.
Começa com a verdade.
Começa com o reconhecimento.
Começa com um coração
disposto a dizer: “Eu preciso ser restaurada.”
Este é o início da sua nova história.

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